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O
militar não se dá ao trabalho de abrir a cancela, e autoriza
passar com a moto por um local aberto para pedestres.
Rodo
mais tranqüilo agora, porque depois de tantas mudanças de
roteiro este deve ser o definitivo para entrar no Chile.
Em
alguns lugares, paro e bato algumas fotos. A seguir, uma placa:
Las Loicas, e lá vão “los loicos”: eu, a moto e o tripé
fotográfico.
No
povoado de Las Loicas está a aduana que o militar havia me
falado, uma grande casa de pedra com telhado vermelho junto a
grandes árvores, onde devo fazer os trâmites de saída do país.
O funcionário responsável pelo preenchimento e assinatura dos
papéis não está presente, então aguardo uns 20 minutos, mas
quando ele chega é rápido e me libera. Ainda na saída me
avisa que a uns 30km à frente irei passar por uma extensão
aproximada de 1km de areia vulcânica.
O
sol está forte e o céu sem nuvens, o capacete apoiado no
retrovisor da moto está bem quente, quase torrando, assim como
o banco que ficou ao sol próximo à entrada da casa, longe da
sombra das árvores.
Seguindo
em frente vai-se ao passo de Pehuenche, mas existe uma cancela e
o passo está fechado, provavelmente mais um ou dois anos e
estará todo asfaltado, aí muitas pessoas conhecerão e
desfrutarão suas belezas com todo conforto e segurança, pena
que isso causará alguns danos a natureza.
Retorno
poucos metros e pego a estrada que leva a El Planchón. Uma
placa indica 100km para Banhos Del Azufre.
Não
existem sinais de tráfego de carros, apenas marcas de pneus de
algum caminhão que passou recentemente, talvez do tipo militar,
pois é bem visível a marca dos gomos e a maior distância dos
eixos.
Uma derivação no caminho, uma estrada mais
estreita que segue para a esquerda em que marcas de pneus seguem
por ela e outra mais larga que segue quase reto. Na estrada mais
larga que continua
paralela à margem do rio, e que suponho seja a continuação, não
existem mais marcas de pneus.
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