Cruzando os Andes pelo passo El Planchón

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Distante vejo uma máquina amarela que avança e bem ao fundo uma casa à beira da montanha nevada.

Procuro andar sobre as marcas de pneus da máquina niveladora, pois é onde a terra está mais compactada e a moto não dança tanto.

Já perto, o patrolista pára a máquina; tento chegar mais próximo e desligo a moto. Ele desce para falar comigo, pois na distância não é possível nos entendermos devido ao barulho do motor da patrola. Pergunto a ele quanto falta para atingir o passo El Planchón, a fronteira com o Chile. Ele me informa que está próximo e que devo pegar o trecho à direita, um pouco antes da casa junto à montanha nevada, a qual ele aponta, onde ficam as Termas de Azufre, local também já patrolado. Ofereço uma bala de café, ele agradece e sigo em frente.

Resolvo ir até a casa com telhado de zinco enferrujado à beira da montanha nevada, onde existe uma pequena bandeira da Argentina hasteada, tremulando ao vento. Sentados estão dois homens que me cumprimentam e me dão a informação de que ali é a estação de banhos termais de Azufre. Dá para perceber, pois existe um forte cheiro de enxofre pairando no ar. Um deles aponta para as banheiras feitas de cimento, mais à frente ao lado da montanha, onde são represadas as águas quentes que surgem do contato com o vulcão Peteroa, e onde são tomados os banhos pelo preço de 10 pesos a diária.

Abriram há dois dias esta estação de banhos, porque a temporada começa na segunda quinzena de dezembro e em abril eles têm que se retirar do local, pois a neve tapa tudo.

Seria interessante um banho termal, mas se estivesse próximo de algum lugar para pernoitar, pois relaxaria bastante, mas já é quase 4 horas da tarde e tenho ainda muita estrada até Curicó e relaxar nesse momento da viagem não seria uma condição segura.

Tiro mais umas fotos, bebo a água que desce da montanha e molho a cabeça. Transfiro o combustível das bombonas para o tanque, pois já rodei alguns quilômetros na reserva. Sigo em frente.

 

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