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Para
traçarmos um paralelo com o Brasil, neste ano estava ocorrendo
a Revolução Republicana Pernambucana de 1817, que foi a grande
insurreição no Nordeste, conflito entre nativistas e
portugueses. Foi uma insurreição que tomou o que hoje ocupam
os Estados de Pernambuco, Paraíba, Sergipe, Rio Grande do Norte
e Ceará.
Armo
o tripé da máquina fotográfica e preparo uma foto automática.
Correndo para cima do marco de concreto, levanto os braços
olhando para a máquina e a luz vermelha em seguida pára de
piscar. Confiro a foto que ficou excelente, aparecendo também a
moto ao lado e as montanhas nevadas ao fundo.
Tenho
uma atenção especial com essas fotos de viagens, pois é um ótimo
material para atualizar meu site
da internet, possibilitando a muitos outros motociclistas terem
uma idéia do local para futuras viagens. E uma imagem fala mais
que mil palavras.
Aqui
em cima também acontecem os terríveis contrastes causados pela
mão do homem e que nos deixam tristes e preocupados. No outro
lado da estrada que divide a área no topo existe uma pequena
capela onde cabem apenas a imagem de uma santa e dois pequenos
vasos. Mais ao lado, um monte considerável de garrafas plásticas,
papéis, latas e muitos sacos plásticos. Pelo menos alguém se
deu ao trabalho de juntar tudo aquilo em um canto. Lixo
abandonado por fiéis da santa e infiéis à natureza que sofre
sem reclamar de imediato – uma provável festa religiosa
conseguiu profanar a mãe de todas as mães, a nossa terra. É a
mão humana que insiste em destruir a mãe natureza.
Infelizmente, uma cena triste a poucos minutos de uma visão de
encantamento, talvez uma maneira de reclamar e mostrar com este
forte contraste, a quem ali passar, do descaso do homem com a
nossa terra.
Aqui em cima, já no lado chileno, uma máquina
também abriu trechos de estradas que estavam intransitáveis,
num deles cortou recentemente um pedaço de montanha com gelo e
tudo, ficando uma enorme e espessa placa fatiada de gelo, de
cada lado do
caminho.
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