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Realmente
a senhora perfumada estava certa, já estou no trevo junto à ruta 5, a famosa Pan-americana, entrando na pista rumo ao sul, onde
encontro um grande posto de combustível.
O
frentista me ajuda a conseguir uma mangueira, que já está com
água aberta molhando o gramado, para eu tirar o pó da moto e
lavar a corrente, porque lubrificar neste estado é o mesmo que
colocar uma massa abrasiva sobre os elos.
Ainda
estou sem moeda chilena para as despesas, mas o posto aceita
cartão de crédito, com o qual pago o combustível, o
cachorro-quente e o suco de laranja.
Sento
a uma mesa na parte externa da lancheria para fazer o lanche e
contemplo a cordilheira longe que constantemente é escondida
por caminhões que passam na rodovia Pan-americana em frente. É
bem gratificante também contemplar a cordilheira daqui, com
todo o conforto e, sabendo que estive lá, é uma sensação
muito gostosa.
Pego
a máquina fotográfica para verificar o estrago, ligo e no
visor digital aparece apenas a imagem num estreito traço em
diagonal – pelo menos deu sinal de vida. Verifico a lente e
observo que o diafragma externo que cobre a lente está com meia
abertura, dou uma batida com a mão e abre totalmente. Verifico
no visor e parece estar normal. Desligo e ligo novamente, o
diafragma novamente não abre totalmente, bato e abre. Tiro uma
foto para testar, vejo que a foto ficou boa. Então parece que a
máquina ressuscitou; apesar de trancar o diafragma, fico
contente.
Sigo
em frente, 10km até Curicó. Na primeira entrada da cidade, à
direita, desisto, pois há uma casa de pedágio. Na segunda
entro e o rapaz me fala que tenho que pagar 400 pesos para
entrar com moto.
–
Não tenho moeda chilena, pois estou entrando no seu país agora
mesmo pelo passo El Planchón. Quero ir para o centro da cidade
– argumento.
Acho
que ele ainda não tinha passado por esta, porque não sabe o
que fazer, ainda mais que dois automóveis já estão
impacientes na fila atrás de mim. Se levantar a cancela eletrônica
terá que pagar do próprio bolso.
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